Ferraz conta com psicólogo no Fórum para solução de conflitos

Ferraz conta com psicólogo no Fórum para solução de conflitos

O Fórum de Ferraz de Vasconcelos, em parceria com a Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos, oferece a partir de hoje, 1º de abril, atendimento com psicólogos para a resolução de conflitos de causas que transitam no Juizado Especial Civil e Criminal (JECC). A ação tem como objetivo promover a pacificação social e oferecer formas alternativas de resolver causas de menor complexidade na esfera civil.

A iniciativa funcionará da seguinte forma: a parte faz o pedido, como é de costume, e é encaminhada ao psicólogo, que realizará uma escuta qualificada. Depois desta etapa, este profissional elabora um laudo, e se ainda for necessário, a parte é encaminhada para a sessão de conciliação.

Desta forma, portando o laudo, os mediadores das sessões conseguirão estar mais preparados para lidar com o caso, segundo a juíza do Fórum de Ferraz, doutora Luciana do Carmo Nogueira, idealizadora da iniciativa. Ainda de acordo com Luciana, a ação é pioneira, visto que o acompanhamento com psicólogos é mais comum na esfera criminal apenas.

De início, serão dois psicólogos disponíveis uma vez por semana no Fórum. A intenção ainda, é incluir no projeto o apoio de assistentes sociais. Vale destacar que apenas os casos que houverem a necessidade, passarão pelos profissionais. O conflito somente é direcionado ao juiz em último caso.

O titular da pasta municipal de Assunto Jurídicos, Bruno Daniel da Silva de Oliveira, avalia a novidade como positiva, pois rotineiramente estas causas de baixa complexidade são resolvidas apenas com aparato monetário. “O Judiciário tende a dar soluções econômicas, como por exemplo indenizações, mas acaba não pacificando o conflito entre as partes. O atendimento com os psicólogos nos possibilitará entender e tratar as questões mais a fundo”, afirmou Oliveira.

“Estamos muito confiantes, afinal eu acho que todo ser humano precisa de um apoio psicológico, ainda mais com a globalização e a velocidade da informação. Está sendo uma novidade, porque a população não é acostumada com este tratamento mais atencioso. Não é uma terapia, mas já é um início para a parte conhecer mais de si mesma e desenvolver a empatia pelo outro. A médio prazo, esperamos bons resultados”, disse a juíza Luciana Nogueira, sobre as expectativas com o projeto.

 

TEXTO: Leticia Riente – MTB: 87999 / SP

FOTOS: Fernanda Moraes / DeCom Ferraz