Prefeitura de Ferraz lança projeto Povos Indígenas

As escolas municipais de Ferraz de Vasconcelos serão contempladas com o projeto Povos Indígenas, lançado oficialmente nesta sexta-feira (19) pela Secretaria de Educação. Em valorização a pluralidade sociocultural brasileira, o encontro reuniu representantes indígenas e a prefeita Priscila Gambale.

A ação é inédita no município e será aplicada aos estudantes da educação infantil, fundamental e Educação para Jovens e Adultos (EJA). Professores, representantes da equipe gestora, profissionais da educação, grêmio estudantil e comunidade escolar participarão de oficinais, atividades e formações que destacam a importância dos povos na história brasileira, por meio da diversidade de indivíduos e grupos sociais, saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

“Temos uma grande responsabilidade social em trabalhar respeito à diversidade em nossas escolas. O projeto Povos Indígenas vai garantir no aprendizado dos conteúdos a empatia, o diálogo, e a cooperação, promovendo o respeito aos direitos humanos”, destaca Gambale.

Durante o evento, alunos e professores falaram sobre suas expectativas e compartilharam a leitura de poemas e músicas da história indígena. A cacica Jaqueline Haywã, dos povos Pataxó Hã Hã Hãe, falou sobre sua história, família e a luta diária pelo reconhecimento indígena no país. Atualmente, Jaqueline é representante do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Ribeirão Pires e ativista da causa.

Já a socióloga Silvia Muiramomi explorou a história indígena ferrazense com dados, curiosidades e fatos importantes. “De acordo com Censo 2010, Ferraz abrigava cerca de 198 indígenas, que se autodeclaravam pertencer aos povos pré-cabralinos. Onde estão os sujeitos indígenas no município? É a pergunta que todos nós queremos responder!”.

As aulas contarão com diversos recursos pedagógicos, como biografia de personalidades indígenas, roda de conversa, músicas/instrumentos, brincadeiras, reportagens e entrevistas, literatura, culinária, artesanato, palavras tradicionais, entre outros.

“Abandonar estereótipos e se informar sobre diversidade é compromisso de respeito que escolas e professores não indígenas podem (devem) assumir”, pontua a titular da pasta, Paula Trevizolli.

Também estiveram presentes no evento os secretários de Governo e Meio Ambiente, Jackson dos Santos e Moacyr Alves, a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Cida Gambale, e a diretora do departamento pedagógico, Sônia Regina Fernandes.

Texto: Jamile Matos – MTB: 87869/SP/Secom Ferraz.

Fotos: Laura Ramos/Secom

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