O prefeito de Ferraz de Vasconcelos, José Carlos Fernandes Chacon, o Zé Biruta, protocolou na Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes na data de ontem, 11 de agosto, ofício solicitando a instalação de uma delegacia da mulher no município. O chefe do Executivo ferrazense esteve acompanhado pelo secretário municipal de Assuntos Jurídicos, Bruno Daniel da Silva de Oliveira, e pelo delegado titular de Ferraz, Cléverson Omena. O comitiva foi recebida pelo delegado da Seccional, Jair Barbosa Ortiz.
De acordo com o documento, o pedido foi necessário para complementar as ações já desenvolvidas pela municipalidade em prol da proteção e auxílio à mulher. Vale destacar que pelo menos 60% das ocorrências registradas nos distritos policiais do município referem-se à violência doméstica contra as ferrazenses.
Além de deixar claro o interesse na formalização de um termo de convênio e cooperação com o governo do Estado neste sentido, no ofício, a Prefeitura afirmou ser possível disponibilizar alocação de bens e recursos humanos, com o foco na agilidade de instalação do equipamento.
“Essas situações de vulnerabilidade frente à mulher exigem medidas especiais por parte dos governos e gestores públicos. É do nosso interesse complementar as ações sociais para proteção da mulher, por isso levamos o pedido ao delegado Jair Ortiz, e estamos torcendo para a vinda da delegacia especializada em violência da mulher para a cidade. Esperamos a celeridade neste processo”, falou o prefeito Zé Biruta, sobre as motivações para tal pedido e ainda sobre as expectativas.
O delegado Ortiz afirmou estar envolvido no projeto junto ao prefeito Zé Biruta e prometeu agilizar a possível instalação da delegacia da mulher em Ferraz de Vasconcelos.
O titular da pasta de Assuntos Jurídicos, Bruno de Oliveira, destacou os desafios no combate à prática criminosa. “A Lei Maria da Penha trouxe novos mecanismos de atuação aos gestores públicos no sentido de aprimorar a prevenção e combate frente à violência contra a mulher. Mas esta luta ainda continua sendo desafiadora, pois trata-se de um crime cometido no âmbito do lar, longe dos olhos de outras pessoas, dependendo apenas da coragem da vítima de denunciar o agressor”, finalizou Oliveira.
Texto: Leticia Riente – MTB: 87999 / SP.
Fotos: SeCom ferraz.